Após treze anos de existência, a Vermelho estabeleceu-se como uma alternativa à rigidez dos espaços comerciais dedicados à arte, ao incentivar novas ideias e discursos desenvolvidos por artistas emergentes e já estabelecidos.

Projeto concebido por Eliana Finkelstein e Eduardo Brandão, a galeria foi inaugurada em 2002, após um intenso processo de reconfiguração e restauro de três pequenas casas localizadas na vila de número 350, da Rua Minas Gerais, em Higienópolis (SP). Criado e desenvolvido pelos arquitetos Paulo Mendes da Rocha e José Armênio de Brito Cruz, o projeto incorporou espaços expositivos à estrutura arquitetônica já existente, além de transformar o terreno que separa as três casas da rua em uma grande praça aberta sobre o fundo de 120m2 da fachada do prédio principal. Nessa imensa parede, já foram apresentados noventa projetos que incluem pinturas, colagens, escavações, projeções, instalações e prospecções.

Em 2007, novos espaços expositivos foram integrados ao prédio original. Também criado por Mendes da Rocha e Brito Cruz o projeto agregou à área expositiva existente a sala 3, além de um jardim externo que abriga a apresentação de esculturas e instalações. Junto a essa ampliação, também foi criado o Tijuana, espaço expositivo apto a mostrar obras de formato incompatível com o espaço tradicional, especialmente os livros de artista. Em 2009 foi realizada a primeira Feira de Arte Impressa do Tijuana, reunindo editores que se dedicam à publicação de livros de artistas e edições especiais. A feira acontece atualmente na Casa do Povo e em 2014 teve sua primeira edição internacional em Buenos Aires. A partir de 2010, o Tijuana começou a publicar seus próprios livros de artistas, através do selo Edições Tijuana.

Cabe mencionar outro projeto desenvolvido pela Vermelho, desde 2005, a mostra anual de performance arte Verbo, que após 10 edições, consolidou-se no calendário de eventos culturais de São Paulo. Sem fins lucrativos, tem como objetivo promover discussões, apresentar trabalhos de artistas e teóricos cujo conteúdo aponte para questões atuais que expandam o campo da performance, incluindo criadores dos campos da dança, do teatro, da literatura e da poesia. Dessa forma, é criado no espaço da Vermelho um ambiente de convivência que permite encontros e trocas de experiências entre público e artistas de diferentes procedências, do Brasil e do mundo.

 

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In the thirteen years of its existence, through encouraging new ideas and discourses developed by emerging or already established artists, Galeria Vermelho has secured its niche as an alternative to the widespread rigidity of commercial art spaces.

 

An initiative by Eliana Finkelstein and Eduardo Brandão, the gallery was opened in 2002 after an intensive process of remodeling and restoration of three small houses located in Villa #350, on Rua Minas Gerais, in the city of São Paulo’s Higienópolis District. Conceived and developed by architects Paulo Mendes da Rocha and José Armênio de Brito Cruz, the design incorporated exhibition spaces to the already existing architectural structure, while also transforming the area between the three houses into a large open square adjoining the main building’s 120-square-meter façade. A total of 90 different projects have already been presented on this huge wall, including paintings, collages, excavations, projections, installations and prospections.

 

In 2007, new exhibition spaces were integrated to the original building. Also conceived by Mendes da Rocha and Brito Cruz, the design added Room 3 to the already existing exhibition area, along with an outside garden used to show sculptures and installations. This enlargement furthermore included the creation of Tijuana, an exhibition space designed specifically for showing works whose format is incompatible with the traditional space, especially artist’s books. In 2009 the first Printed Art Fair was held at Tijuana, bringing together publishers who are dedicated to the publication of artist’s books and special editions. The fair is currently held at Casa do Povo, and in 2014 the first international edition of the event was held in Buenos Aires. Starting in 2010, Tijuana began to publish its own artist’s books, through the Edições Tijuana label.

 

Another project that Vermelho has been developing since 2005 is the annual show of performance art Verbo, which after ten editions has secured its slot on the calendar of cultural events in São Paulo. As a not-for-profit undertaking, it aims to foster discussion, presenting works by artists and theoreticians whose content points to current questions that expand the field of performance, including creators in the fields of dance, theater, literature and poetry. The space at Vermelho thus becomes an environment of shared experience that allows for encounters and interchange between the public and artists from different parts of Brazil and the world.

Artistas: Gabriela Albergaria, Jonathas de Andrade, Claudia Andujar, Iván Argote, Rafael Assef, Dora Longo Bahia, Nicolás Bacal, Chiara Banfi, Leya Mira Brander, Rodrigo Braga, Cadu, Henrique César, Marcelo Cidade, Lia Chaia, Marilá Dardot, Angela Detanico e Rafael Lain, Dias & Riedweg, Chelpa Ferro, Carmela Gross, Maurício Ianês, Clara Ianni, Enrique Ježik, André Komatsu, João Loureiro, Cinthia Marcelle, Odires Mlászho, Fabio Morais, Marcelo Moscheta, Gisela Motta e Leandro Lima, Guilherme Peters, Rosângela Rennó, Nicolás Robbio, Marco Paulo Rolla, Daniel Senise, Ana Maria Tavares, Carla Zaccagnini.
Endereço: Rua Minas Gerais, 350, São Paulo, SP - Brasil - CEP 01244-010
Telefone: +55 11 31381520
Horário de funcionamento: Ter - Sex: 10h - 19h | Sáb: 11h - 17h
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