10 mar 2020
Instituto de Arte Contemporânea comemora sua primeira sede própria

Inauguração acontece neste sábado, 14/03, às 11h, e conta com abertura da exposição coletiva “Luzes da Memória” e lançamento da publicação “Encontros Fundamentais – IAC 20 anos”

Créditos: Divulgação/IAC/Romulo Fialdini

Na confluência das avenidas Dr. Arnaldo e Paulista, importante eixo cultural da cidade de São Paulo, em um prédio de quatro andares integralmente reformado, surge a nova sede do IAC, finalmente própria, depois de 20 anos atuando em espaços cedidos por parcerias de curta duração.

A instituição passa a contar com espaços especialmente desenhados e tecnicamente equipados para processar, tratar e proteger seus hoje 13 acervos, agora com capacidade para receber muitos outros. Atualmente o acervo conta com 42 mil documentos higienizados, organizados, catalogados e digitalizados dos artistas: Amilcar de Castro, Hermelindo Fiaminghi, Iole de Freitas, Lothar Charoux, Luiz Sacilotto, Sergio Camargo, Sérvulo Esmeraldo e Willys de Castro. Até 2021 receberão tratamento e serão disponibilizados os arquivos documentais de Antonio Dias, Carmela Gross, Ivan Serpa, Jorge Wilheim e Rubem Ludolf.

Se de um lado, com seu potente Núcleo de Documentação e Pesquisa, atende a estudiosos, de outro, o IAC oferece ao público exposições que revelam o processo de trabalho de grandes nomes da arte brasileira, além de cursos, palestras e workshops. Por meio do site ainda, pesquisadores de qualquer parte do mundo podem ter acesso ao seu banco de dados.

“Encontros Fundamentais – IAC 20 anos”, publicação conta história do IAC

O IAC – Instituto de Arte Contemporânea surgiu em 1997 para a preservação inicial de dois acervos confiados a Raquel Arnaud: Willys de Castro e Sergio Camargo. Foram 20 anos de credibilidade, incluindo o Prêmio APCA, em 2006, como melhor iniciativa cultural do ano. Antes desta sede própria, operou por meio de parcerias institucionais com a Universidade de São Paulo (2006-2011) e com o Centro Universitário Belas Artes de São Paulo (2011-2019).

Como resultado das pesquisas produzidas a partir do acervo do instituto, será lançado, no dia da inauguração do prédio, “Encontros Fundamentais – IAC 20 anos”, editado em parceria com a editora UBU, com projeto gráfico de Elaine Ramos.  Concebido e organizado pelo curador Jacopo Crivelli Visconti, o livro reúne textos inéditos dos críticos Alberto Salvadori, Aleca Le Blanc, Carla Zaccagnini e Michael Asbury, além de Raquel Arnaud, Marilúcia Bottallo e do próprio Crivelli Visconti.

“Luzes da Memória”, exposição inaugural

Com curadoria do crítico Ricardo Resende e de Marilúcia Bottallo, museóloga e diretora técnica do IAC, a exposição para comemorar a abertura da nova sede apresenta projetos inéditos de artistas que em 2019/2020 passaram a confiar seus arquivos ao Instituto de Arte Contemporânea – Carmela Gross, Antonio Dias, Ivan Serpa, Jorge Wilheim e Rubem Ludolf –, além de obras de dois artistas integrados anteriormente ao acervo, Iole de Freitas e Sérvulo Esmeraldo.

A mostra reúne projetos em várias linguagens, como a utópica proposta de reurbanização do Boulevard Augusta (1973), não realizado, proposto pelo arquiteto Jorge Wilheim, ou cartas reveladoras como a de Nise da Silveira no arquivo de Ivan Serpa, em que médica comenta sobre o trabalho do artista. Em nova obra escultórica, Pele: um corpo para memória (2019/2020), Iole de Freitas projeta o seu filme em super 8, Roteiro Cego (1972/2020), enquanto a máscara do senador Sam Ervin, responsável pelo Watergate, obra de Antonio Dias, pode ser experimentada pelo visitante.  Por sua vez, Carmela Gross, a segunda mulher a entrar para o IAC, pinta de dourado as escadarias do prédio, emanando luz dourada para dentro do novo espaço, e Rubem Ludolf um dos artistas fundamentais do construtivismo brasileiro, pouco visto em São Paulo, terá um projeto de pintura reproduzido na parede e algumas de suas serigrafias reunidas que expressam o seu pensamento gráfico e construtivo.   Sérvulo Esmeraldo completa a exposição com uma instalação de luz prismática nunca antes apresentada em São Paulo. Na obra feita de plástico translúcido, água e corda sobrepostos e suspensos, os reflexos produzidos transformam o subsolo do prédio em uma fonte de raios de luz e cor: prismas que preenchem as sombras do lugar.

Créditos: Sérvulo Esmeraldo, Projeto para Lentes, Caneta hidrocor sobre papel, 1968, Acervo Instituto de Arte Contemporânea – Fundo Sérvulo Esmeraldo

 

Visite!

IAC – Instituto de Arte Contemporânea
Inauguração:  14 de março de 2020, das 11h às 18h (aberto ao público em geral)
Endereço: Av. Dr. Arnaldo 126 – São Paulo
Funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 18h
Funcionamento do Núcleo de Documentação e Pesquisa: de terça a sexta, das 10h às 17h mediante agendamento

 

 

Postado por ABACT
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