27 abr 2020

Intitulado ‘Arte Contemporânea: da casca ao caroço’, o podcast traz no 1º episódio discussão sobre importância da arte em tempos de isolamento social

Nesta quarta-feira, dia 29 de março, a ABACT – Associação Brasileira de Arte Contemporânea – estreia seu próprio podcast, o ‘Arte Contemporânea: da casca ao caroço’, que trará conteúdos exclusivos com entrevistados que vão desde artistas até representantes de galerias de arte associadas.

A cada quinze dias será lançado um novo episódio e entre os temas que serão abordados há discussões relacionando a arte ao atual momento que o mundo se encontra, de necessidade de isolamento social, já que este universo tem tido um papel fundamental neste processo de reclusão do indivíduo.

De acordo com a ABACT o nome do podcast tem total relação com o que a associação espera de seu público, que é: não enxergar a beleza da arte superficialmente apenas (casca), mas também se aprofundar e conseguir entender tudo o que envolve a construção de uma obra e/ou exposição (caroço). “A ideia é que o público tire 10 minutos do seu dia para refletir como a arte contemporânea pode ser fundamental no dia a dia, para inspirar, entreter e até relaxar. E com isso as pessoas acabam por perceber quão importante é o trabalho dos artistas e todos os envolvidos para que grandes obras de arte cheguem até elas” – explica Luciana Brito, presidente da ABACT.

Além disso, o nome também tenta transparecer uma característica importante do podcast: a de trazer temas importantes de forma descontraída e leve, já que faz referência a uma confusão comum e engraçada com o nome da Associação – ABACT/Abacate.

O podcast ‘Arte Contemporânea: da casca ao caroço’ pode ser acessado pelos aplicativos de reprodução Spotify, Apple Podcasts e Google Podcasts  ou  diretamente pelo aplicativo agregador Anchor (clique aqui).

1º episódio discute papel das produções artísticas em meio a uma pandemia

A ABACT traz no episódio de estreia de seu podcast a artista Mariana Palma e a diretora da galeria Casa Triângulo Camila Siqueira para falar sobre como a indústria de arte contemporânea tem se reinventado no ambiente digital de forma a se manter ativa mesmo com a paralisação de feiras e fechamento de portas de galerias e museus.

Além disso, o episódio traz uma discussão sobre a importância das produções artísticas em momentos áridos, como o que estamos vivendo com a pandemia da covid-19, que acabam sendo uma ajuda às pessoas em casa, que estão mais propícias por conta do isolamento a ter desânimo, falta de interesse e criatividade para enfrentar o dia a dia.

Episódios de maio
13/05 – Iniciativas das galerias para continuarem próximas do público
27/05 – Revisitando a exposição “Febre Amarela” de Vivian Caccuri

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23 abr 2020

UniãoSP é uma iniciativa apartidária e voluntária da sociedade para fortalecer o combate ao coronavírus no Estado de São Paulo. O grupo atua de forma coordenada com o governo do estado, prefeituras e organizações do terceiro setor com objetivo de direcionar recursos privados para apoiar as comunidades mais vulneráveis aos efeitos da pandemia da Covid-19.

Para somar-se a essa ação de cidadania, a Galeria Nara Roesler, cuja história tem raízes na cidade, irá doar 27 obras do seu acervo cujas vendas serão 100% revertidas para o movimento UniãoSP.

JR. “28 Millimètres, Women are Heroes, Action in Kibera Slum, Into the Wild, Kenya”, 2009. Litogravura.

Para contribuir com a causa, favor entrar em contato pelo e-mail arteconecta@nararoesler.art ou pelo whatsapp +55 (11) 98537-4543.

Confira mais obras aqui.

Você também pode apoiar o União SP. Clique aqui para mais informações.

Marcos Chaves. “Vai passar (?)”, 2019. Bandeira em tecido.

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09 abr 2020

Em tempos de isolamento social, a galeria Simone Cadinelli Arte Contemporânea e o artista Jimson Vilela buscam ampliar o acesso ao universo da arte disponibilizando gratuitamente dois livros importantes do artista: “Adaptável ao espaço que as palavras ocupam” (2015) e “Narrativa” (2018) – estão disponíveis em pdf no site da galeria (CLIQUE AQUI).

Dessa forma, o público tem acesso às duas publicações que integram importantes bibliotecas nos EUA, como a do Metropolitan Museum, de Nova York, a do Congresso Americano, em Washington DC, e a New York  Public Library e The Center for Book Art, em Nova York, e as bibliotecas públicas especializadas em arte no Estado de São Paulo, onde o artista carioca de 33 anos vive.

Ganhador de vários prêmios, Jimson Vilela tem obras em importantes coleções públicas, como a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o MAM Rio, e o MAC de Niterói.

 

LIVROS

“Adaptável ao espaço que as palavras ocupam” percorre parte do conjunto inicial de trabalhos de Jimson Vilela, apresentando obras feitas a partir de livros, objeto constante dos trabalhos do artista.  O livro aparece muitas vezes como uma escala que mensura tanto o espaço expositivo quando a memória do observador. ”Narrativa” trata do conjunto recente de suas obras, feitas também a partir de livros.

Carioca nascido em 1987, Jimson Vilela se mudou para São Paulo para fazer um mestrado em poéticas visuais, na USP, concluído em 2015, e agora está em fase de conclusão de doutorado na mesma matéria e universidade.

 

EXPOSIÇÕES

Entre as exposições destacadas de Jimson Vilela estão “Longe dos Olhos”, sua individual na galeria Simone Cadinelli Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, 2019; “Adaptável ao espaço que as palavras ocupam”, no Centro Cultural São Paulo, 2015; “Sintomas e Efeitos Secundários da Sintonia” (Casa Modernista, São Paulo, 2013); e “Cambio” (Nuevo Museo Energía Arte Contemporáneo, Buenos Aires, 2012); e as coletivas “Retrospectiva – 25 anos Programa de Exposições CCSP” (Centro Cultural São Paulo, 2015), “Convite à viagem” (Rumos Itaú Cultural, 2012 e 2013), e 6ª e 7ª Bienal Internacional da Bolívia (SIART, 2009 e 2011).

Obra “Nomeamos”, de Jimson Vilela

 

PRÊMIOS

No Brasil, Jimson Vilela foi premiado com a Bolsa Funarte de Estímulo à Produção em Artes Visuais (2012), recebeu o Prêmio Honra ao Mérito Arte e Patrimônio do IPHAN/Centro Cultural Paço Imperial/MinC (2013), o Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça – 6ª Edição (2013), Prêmio Aquisição Centro Cultural São Paulo (2014), Prêmio ProAC Artes Visuais do Estado de São Paulo (2014 e 2017) e Prêmio Estímulo à Jovens Artistas do 22º Cultura Inglesa Festival (2018).

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01 abr 2020

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Kilian Glasner em “Encontro Austrais”, na Galeria Lume. Créditos: Galeria Lume

Desde sua última série, “Natureza Incontornável”, Kilian Glasner busca a imersão na natureza para encontrar a si mesmo vivenciado o isolamento. Para o artista, estudar a paisagem é mergulhar no espaço do mundo.

Após quase três meses imerso entre a Patagônia e o Pantanal Matogrossense, Kilian se (re)descobre em um tempo longínquo no qual a natureza se apropria do seu ser e o faz paisagem. Transmutado, reconstrói aquilo que vê, inventa e rearranja o espaço para assim relatar sua jornada na exposição “Encontros Austrais”. Abstraído pelo silêncio, o artista converte o mundo num lugar mais agradável e harmonioso, aparando arestas e deixando um rastro cintilante que marca com pigmentos e pastel seco, os lugares por onde passou.

Diante de seus desenhos os sentidos emergem através da cor, espalhadas por desertos habitados de um misterioso vazio onde nuvens se derramam a ocultar as montanhas e preenchê-las de um bege que a boca do vento espalha pelo papel. No marrom claro, no amarelo ou nos tons pastéis reconhecemos o cheiro árido da solidão. O olhar experimenta a terra, a poeira, o vento, a tempestade. Em meio ao deserto, somos convidados a viajar ao Pantanal e tomar o lugar da paisagem aonde dançam os pássaros. Na instalação “Vôo”, inspirada no Buraco das Araras, no Matogrosso do Sul, Kilian interfere no vôo das araras para reconstruí-lo em uma poesia de imagens e sons, uma nova perspectiva, plena de liberdade e de uma imaginação sem limites.

Na impossibilidade de recriar a natureza, a obra, em sua coexistência dinâmica com os contrários, diz mais do que a verdade, ela cria a verdade; ela não descreve a ação, ela a coloca diante de nós para vivenciarmos por alguns minutos o sentir do artista.

Em “Encontros Austrais” Kilian Glasner expõe a paisagem como um lugar de possibilidades, estrutura a exposição em fragmentos a fim de materializar a complexidade do meio e demonstrar que o espaço pode nos ensinar a olhar o mundo sobre novos aspectos, revelando realidades deixadas à margem do olhar.

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23 mar 2020

Programação da ação digital promovida pela Galeria Superfície

A Galeria Superfície promoverá nas próximas semanas a ação ‘AO VIVO COM’ – conversas entre duas personalidades do mundo das artes convidadas a fazer uma live simultânea todas as terças e quintas, às 18h, no perfil do Instagram da galeria (@galeriasuperficie).

A ação digital tem como objetivo disponibilizar conteúdo de qualidade e de fácil acesso para as pessoas em quarentena, apoiando o movimento #FiqueEmCasa.

Em formato de bate-papo descontraído, as lives terão duração de 30 minutos e abordarão temos como processo criativo, projetos, movimentos artísticos, espaços independentes, assuntos diversos entre artistas, curadores, galeristas, pesquisadores, entre outros.  Na primeira live, o diretor artístico do Instituto Moreira Salles – IMS João Fernandes fala sobre novos desafios para as instituições culturais.

Conheça a galeria
Inaugurada em maio de 2014, a Galeria Superfície desenvolve um seleto programa de exposições, em paralelo ao desenvolvimento da carreira de artistas contemporâneos e artistas de vanguarda cuja produção centra-se em torno dos anos 70. Dirigida por Gustavo Nóbrega a galeria desenvolve não apenas um trabalho comercial, de inserção de artistas em importantes coleções, como também mantém estreita relação com instituições e museus. Entre suas atividades, destaca-se a dedicação da galeria à produção de publicações voltadas à disseminação de grupos de vanguarda histórica, bem como artistas em meio de carreira. Em seu acervo também constam obras de artistas consagrados com Mira Schendel, Leonilson, Wlademir Dias-Pino, entre outros.

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10 mar 2020

Inauguração acontece neste sábado, 14/03, às 11h, e conta com abertura da exposição coletiva “Luzes da Memória” e lançamento da publicação “Encontros Fundamentais – IAC 20 anos”

Créditos: Divulgação/IAC/Romulo Fialdini

Na confluência das avenidas Dr. Arnaldo e Paulista, importante eixo cultural da cidade de São Paulo, em um prédio de quatro andares integralmente reformado, surge a nova sede do IAC, finalmente própria, depois de 20 anos atuando em espaços cedidos por parcerias de curta duração.

A instituição passa a contar com espaços especialmente desenhados e tecnicamente equipados para processar, tratar e proteger seus hoje 13 acervos, agora com capacidade para receber muitos outros. Atualmente o acervo conta com 42 mil documentos higienizados, organizados, catalogados e digitalizados dos artistas: Amilcar de Castro, Hermelindo Fiaminghi, Iole de Freitas, Lothar Charoux, Luiz Sacilotto, Sergio Camargo, Sérvulo Esmeraldo e Willys de Castro. Até 2021 receberão tratamento e serão disponibilizados os arquivos documentais de Antonio Dias, Carmela Gross, Ivan Serpa, Jorge Wilheim e Rubem Ludolf.

Se de um lado, com seu potente Núcleo de Documentação e Pesquisa, atende a estudiosos, de outro, o IAC oferece ao público exposições que revelam o processo de trabalho de grandes nomes da arte brasileira, além de cursos, palestras e workshops. Por meio do site ainda, pesquisadores de qualquer parte do mundo podem ter acesso ao seu banco de dados.

“Encontros Fundamentais – IAC 20 anos”, publicação conta história do IAC

O IAC – Instituto de Arte Contemporânea surgiu em 1997 para a preservação inicial de dois acervos confiados a Raquel Arnaud: Willys de Castro e Sergio Camargo. Foram 20 anos de credibilidade, incluindo o Prêmio APCA, em 2006, como melhor iniciativa cultural do ano. Antes desta sede própria, operou por meio de parcerias institucionais com a Universidade de São Paulo (2006-2011) e com o Centro Universitário Belas Artes de São Paulo (2011-2019).

Como resultado das pesquisas produzidas a partir do acervo do instituto, será lançado, no dia da inauguração do prédio, “Encontros Fundamentais – IAC 20 anos”, editado em parceria com a editora UBU, com projeto gráfico de Elaine Ramos.  Concebido e organizado pelo curador Jacopo Crivelli Visconti, o livro reúne textos inéditos dos críticos Alberto Salvadori, Aleca Le Blanc, Carla Zaccagnini e Michael Asbury, além de Raquel Arnaud, Marilúcia Bottallo e do próprio Crivelli Visconti.

“Luzes da Memória”, exposição inaugural

Com curadoria do crítico Ricardo Resende e de Marilúcia Bottallo, museóloga e diretora técnica do IAC, a exposição para comemorar a abertura da nova sede apresenta projetos inéditos de artistas que em 2019/2020 passaram a confiar seus arquivos ao Instituto de Arte Contemporânea – Carmela Gross, Antonio Dias, Ivan Serpa, Jorge Wilheim e Rubem Ludolf –, além de obras de dois artistas integrados anteriormente ao acervo, Iole de Freitas e Sérvulo Esmeraldo.

A mostra reúne projetos em várias linguagens, como a utópica proposta de reurbanização do Boulevard Augusta (1973), não realizado, proposto pelo arquiteto Jorge Wilheim, ou cartas reveladoras como a de Nise da Silveira no arquivo de Ivan Serpa, em que médica comenta sobre o trabalho do artista. Em nova obra escultórica, Pele: um corpo para memória (2019/2020), Iole de Freitas projeta o seu filme em super 8, Roteiro Cego (1972/2020), enquanto a máscara do senador Sam Ervin, responsável pelo Watergate, obra de Antonio Dias, pode ser experimentada pelo visitante.  Por sua vez, Carmela Gross, a segunda mulher a entrar para o IAC, pinta de dourado as escadarias do prédio, emanando luz dourada para dentro do novo espaço, e Rubem Ludolf um dos artistas fundamentais do construtivismo brasileiro, pouco visto em São Paulo, terá um projeto de pintura reproduzido na parede e algumas de suas serigrafias reunidas que expressam o seu pensamento gráfico e construtivo.   Sérvulo Esmeraldo completa a exposição com uma instalação de luz prismática nunca antes apresentada em São Paulo. Na obra feita de plástico translúcido, água e corda sobrepostos e suspensos, os reflexos produzidos transformam o subsolo do prédio em uma fonte de raios de luz e cor: prismas que preenchem as sombras do lugar.

Créditos: Sérvulo Esmeraldo, Projeto para Lentes, Caneta hidrocor sobre papel, 1968, Acervo Instituto de Arte Contemporânea – Fundo Sérvulo Esmeraldo

 

Visite!

IAC – Instituto de Arte Contemporânea
Inauguração:  14 de março de 2020, das 11h às 18h (aberto ao público em geral)
Endereço: Av. Dr. Arnaldo 126 – São Paulo
Funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 18h
Funcionamento do Núcleo de Documentação e Pesquisa: de terça a sexta, das 10h às 17h mediante agendamento

 

 

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05 mar 2020
Artista Lucia Laguna com seus quadros ao funo.

Créditos: Divulgação/Fortes D’Aloia & Gabriel. Eduardo Ortega.

A Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta a segunda individual da artista Lucia Laguna na Galeria, e sua primeira exposição após Vizinhança, mostra panorâmica dedicada à sua obra no MASP em 2018. Neste novo conjunto de pinturas, Lucia dá continuidade à divisão entre as séries de Jardins, Paisagens e Estúdios que norteia sua produção desde o início. Tal divisão aponta para a indissociabilidade que há entre o processo artístico de Laguna e o espaço de seu ateliê, situado na zona Norte do Rio de Janeiro. É a partir dele – e da observação de seu entorno, que vai de seu jardim até o Morro da Mangueira – que a artista compõe paisagens híbridas, mesclando arquitetura e vegetação, planos geométricos e elementos figurativos.
Paisagem n. 121 evidencia bem o método da artista. De início, Lucia permite que seus assistentes comecem o processo, delimitando linhas sobre a superfície da tela e inserindo desenhos e outros sinais gráficos. Quando a artista assume o comando da obra, dá-se início a desconstrução do que ali já estava, para que então se construam novos cenários por cima de sobreposições que acumulam dezenas de camadas até o resultado final.
Pintura de Lucia Laguna que retrata uma paisagem de forma não convencional

Paisagem nº 121, Lucia Laguna. Créditos: Divulgação/Fortes D’Aloia & Gabriel.

Um peculiar cruzamento entre abstração e figuração, em jogo em sua produção, torna-se evidente no díptico Paisagem n. 118. Ao passo em que a pintura à esquerda revela uma paisagem dissolvida, quase líquida – portanto, mais abstrata –, à direita vemos uma composição mais fincada na figuração, com a presença de elementos como pássaros e um semáforo de trânsito. Este convívio entre registros pictóricos de naturezas distintas também está em Paisagem n. 120 , obra em que a artista experimenta com o formato vertical, pouco usual em sua produção.

Paisagem nº 118, Lucia Laguna. Créditos: Divulgação/Fortes D’Aloia & Gabriel.

Já em Jardim n. 44, destaca-se uma outra característica da metodologia de Laguna: a tela, em formato quadrado, que é virada de ponta-cabeça diversas vezes durante sua feitura. Assim, a profusão de cores e figuras que desabrocham do centro da pintura pode assumir aparências ambíguas, ora evocando um buquê de flores, ora um galo, dependendo da direção em que é vista. Completa a exposição sua série Desenhos, em que Lucia cria composições sobre papel a partir dos pedaços remanescentes de fita crepe do início da produção das obras. Vestígios iniciais – e também póstumos – da engenhosa arquitetura de suas pinturas.
Quadro da artista Lucia Laguna que representa um jardim.

Jardim nº 44, Lucia Laguna. Créditos: Divulgação/Fortes D’Aloia & Gabriel.

A artista
Lucia Laguna nasceu em Campo dos Goytacazes (RJ) em 1941. Formou-se em Letras em 1971, passando a lecionar Língua Portuguesa. Em meados dos anos 1990, começou a frequentar cursos de Pintura e História da Arte na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, e realizou sua primeira individual em 1998. Ganhou em 2006 o Prêmio Marcantônio Vilaça do CNI SESI. Entre suas exposições individuais recentes, destacam-se: Vizinhança, MASP (São Paulo, 2018); e Enquanto bebo a água, a água me bebe, MAR (Rio de Janeiro, 2016). Suas principais coletivas incluem participações em: 30ª Bienal de São Paulo (2012), 32º Panorama da Arte Brasileira, MAM-SP (2011), Programa Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural (São Paulo, 2005–2006). Em abril deste ano, a artista estará na 12ª Bienal do Mercosul em Porto Alegre. Sua obra está presente em importantes coleções públicas, como MASP, MAM-SP, MAM-RJ, MAR, entre outras.
Visite!
Exposição individual de Lucia Laguna
Abertura: 05/03, às 18h
Até o dia 16 de maio
Fortes D’Aloia & Gabriel
 R. Fradique Coutinho, 1500, Vila Madalena, São Paulo, SP
Seg a Sex – 10 às 19h | Sáb – 10 às 18h
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18 fev 2020
Pintura de Kilian Glasner retratando o deserdo do atacama

Abertura da exposição “Encontros Austrais” acontece no dia 18/02, às 19h, na Galeria Lume// Atacama, 2020, Kilian Glasner. Pastel sobre papel. 

A partir do dia 18/02, o artista pernambucano Kilian Glasner nos convida a ver a paisagem como um lugar de possibilidades na Galeria Lume. Ele estrutura a exposição “Encontros Austrais” em fragmentos a fim de materializar a complexidade do meio e demonstrar que o espaço pode nos ensinar a olhar o mundo sobre novos aspectos, revelando realidades deixadas à margem do olhar.

Após quase três meses imerso entre a Patagônia e o Pantanal Matogrossense, Kilian se (re)descobre em um tempo longínquo no qual a natureza se apropria do seu ser e o faz paisagem. Transmutado, reconstrói aquilo que vê, inventa e rearranja o espaço para assim relatar sua jornada na exposição. Abstraído pelo silêncio, o artista converte o mundo num lugar mais agradável e harmonioso, aparando arestas e deixando um rastro cintilante que marca com pigmentos e pastel seco, os lugares por onde passou.

Pintura do artista Kilian Glasner retratando um ambiente escuro com uma janela com visão para o deserto.

Uma janela para o deserto, 2020. Kilian Glasner. Pastel sobre papel.

Diante de seus desenhos, os sentidos emergem através da cor, espalhadas por desertos habitados de um misterioso vazio onde nuvens se derramam a ocultar as montanhas e preenchê-las de um bege que a boca do vento espalha pelo papel. No marrom claro, no amarelo ou nos tons pastéis reconhecemos o cheiro árido da solidão. O olhar experimenta a terra, a poeira, o vento, a tempestade. Em meio ao deserto, somos convidados a viajar ao Pantanal e tomar o lugar da paisagem aonde dançam os pássaros. Na instalação “Vôo”, inspirada no Buraco das Araras, no Matogrosso do Sul, Kilian interfere no vôo das araras para reconstruí-lo em uma poesia de imagens e sons, uma nova perspectiva, plena de liberdade e de uma imaginação sem limites.

Na impossibilidade de recriar a natureza, a obra, em sua coexistência dinâmica com os contrários, diz mais do que a verdade, ela cria a verdade; ela não descreve a ação, ela a coloca diante de nós para vivenciarmos por alguns minutos o sentir do artista.

O artista
Kilian Glasner é natural de Recife, Pernambuco. Foi premiado no 39º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, em 1999. Tem graduação e mestrado na École Nationale Superieure des Beaux-Arts, em Paris, onde residiu de 2000 a 2007. Do período em que viveu na Europa destacam-se a residência artística na Academia Francesa de Artes em Roma, a Villa Médici, e mostras coletivas na França, Holanda, Bélgica, Alemanha, Reino Unido , Itália, Grécia e Estados Unidos. Regressou à Recife em 2007. Em 2009 foi contemplado pelo edital Rumos Artes Visuais do Instituto Itaú Cultural e participou de exposições em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Branco e Brasília. No ano seguinte foi convidado pelo curador Antonio Pinto Ribeiro a apresentar a exposição O Brilhante Futuro da Cana-de-Açúcar, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Participou da trienal de Sorocaba com a instalação“ Cantareira”. Residiu em Berlim de 2012 a 2015. Foi selecionado pelo CCBB para uma individual que abre
esse ano em São Paulo. Atualmente, Kilian Glasner é representado pela Galeria Lume.

Visite!
Encontros Austrais, de Kilian Glasner
Abertura: 18/02, às 19h
Até o dia 21 de março

Galeria Lume
R. Gumercindo Saraiva, 54, Jardim Europa, São Paulo.
Seg a Sex – 10 às 19h | Sáb – 11 às 15h

 

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31 jan 2020

O nome “Condo” vem de “condomínio” e consiste em uma exposição colaborativa em larga escala de galerias internacionais; galerias compartilham seus espaços com galerias visitantes. Pela terceira vez consecutiva, a iniciativa acontece em São Paulo e reúne 16 galerias em 6 espaços da cidade: Galeria Central, Galeria Jaqueline Martins, Casa Triângulo, Sé Galeria, Luciana Brito Galeria e Galeria Marilia Razuk.

Confira a programação completa abaixo.

Abertura sábado 1 de fevereiro 11–17h
& domingo 2 de fevereiro 12–17h

1/Central Galeria
Rua Bento Freitas, 306/Vila Buarque
seg–sex 11–19h; sáb 11–17h
hosting Galeria Madragoa/Lisbon
Exposição até 21 de março

2/Galeria Jaqueline Martins
Rua Dr. Cesário Mota Júnior, 443/Vila Buarque
seg–sex/Mon–Fri 10–19h; sáb/at 12–17h
hosting Galerie Barbara Thumm/Berlin
Gregor Podnar/Berlin
PM8/Vigo
Anat Ebgi Gallery/Los Angeles
Exposição até 7 de março

3/Casa Triângulo
Rua Estados Unidos, 1324/Jardins
seg–sáb 10–19h
hosting Instituto de Visión/Bogotá
Exposição até 21 de março

4/Sé Galeria
Alameda Lorena, 1257/Jardins
ter–sex 12–19h; sáb 12–17h
hosting The Breeder/Athens
Galeria Nuno Centeno/Porto
Exposição até 21 de março

5/Luciana Brito Galeria
Av. Nove de Julho, 5162/Jardim Europa
ter–sex 10–19h; Sáb 11–18h
hosting Herlitzka + Faria/Bueno Aires
Exposição até 7 de março

6/Galeria Marília Razuk
Rua Jerônimo da Veiga, 131/Itaim Bibi
seg–sex 10h30–19h; Sáb 11–16h
hosting Proyectos Ultravioleta/Guatemala City
Exposição até 7 de março

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28 jan 2020

Créditos: Divulgação/Zipper Galeria

A Zipper Galeria realiza a 11ª edição do Salão dos Artistas Sem Galeria. Promovido pelo Mapa das Artes, a mostra reúne obras de 10 artistas: Adriano Escanhuela (SP), Aline Chaves (RS); Avilmar Maia (MG); Diego Castro (SP); Fernando Soares (SP); Gustavo Lourenção (SP); Myriam Glatt (RJ); Nilda Neves (BA/SP); Rafael Pajé (SP) e Rosa Hollmann (SP/RJ).

Os artistas foram selecionados por um júri formado por Jairo Goldenberg (galerista do J. B. Goldenberg Escritório de Arte); Marlise Corsato (diretora da Galeria Kogan Amaro) e Renato De Cara (curador independente).

A exposição fica em cartaz até o dia 20 de fevereiro. Confira uma prévia abaixo!

“[a]grid 0619”, 2019
Artista: Diego Castro

 


“Umidus i – fotogramas 18-19-20”, 2019
Artista: Adriano Escanhuela

 

Sem título, 2019
Artista: Aline Chaves

Visite!
11º Salão dos Artistas Sem Galeria
Até o dia 20 de fevereiro

Zipper Galeria
R. Estados Unidos, 1494
Segunda a sexta 10h–19h
Sábados 11h–17h

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