27 ago 2019

“Voltaire Fraga, Hoje (entre o ontem e o amanhã)” abre no dia 29/08, às 20h

36 fotografias do baiano Voltaire Fraga estarão em exposição na Roberto Alban Galeria (Salvador, Bahia) de 30/08 a 30/09. Seu olhar instigante, situado entre o artístico e o etnográfico, percorreu os muitos cantos da cidade de Salvador, flagrando o cotidiano do seu povo, suas tradições e festejos, sua espontaneidade nas ruas, sua herança religiosa e cultural.

A curadoria é de Dilson Midlej, doutor em Artes Visuais e professor da Escola de Belas Artes da UFBa. Midlej enaltece o que considera um diferencial no trabalho de Voltaire Fraga: “O que o distingue é justamente o olhar poético denotado em suas narrativas visuais, o universo temático e as preferências estilísticas que tomam forma por meio dos recursos possibilitados pela fotografia (enquadramento, claro-escuro, texturas, filtros, desfocagem da imagem etc.)”, observa.

A exposição abrange: 1. a água e regiões bucólicas da cidade (a Ribeira, o Dique do Tororó, a Praia do Porto da Barra, a Praia do Farol da Barra, os saveiros na Rampa do Mercado etc) 2.A iconografia da cidade: vista da Cidade Baixa com o Elevador Lacerda, Praça Castro Alves, Praça Municipal, Mercado Modelo etc) 3. as festas populares e as baianas e 4. os trabalhadores (feirantes, ambulantes).

Especialmente entre 1930 e 1960, Voltaire Fraga circulou pela cidade com sua câmera Volkslander, de origem alemã, registrando o que lhe tocava a alma. Por isso mesmo, as fotos produzidas, sempre em preto-e-branco, revelam-se de um primor estilístico e conceitual que impressiona. O reconhecimento nacional teve como marco uma exposição realizada em 2009 pela Pinacoteca do Estado de São Paulo, sob curadoria de Diógenes Moura, que reuniu cerca de 100 fotografias do artista.

Voltaire Fraga, Hoje (entre o ontem e o amanhã)
Abertura: 29/08, às 20h
Em cartaz até o dia 30 de setembro
Roberto Alban Galeria
Rua Senta Pua, 53, Ondina, Salvador – BA

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23 ago 2019

Exposição coletiva “Chão de Giz” abre no dia 24/08 (sábado), às 11h, e revisita trabalhos icônicos originalmente exibidos na galeria no período de 1974 a meados de 1990

Chão de Giz inicia a celebração dos 45 anos da Galeria Luisa Strina, aniversário que se comemora no dia 17 de dezembro, quando a segunda exposição do ciclo comemorativo será inaugurada. Nesta 1ª etapa, as obras históricas de um pouco mais de 20 anos se somam a outras de artistas que entraram para o time da galeria nos anos 2000, configurando um diálogo diacrônico em torno do tema curatorial: chão de giz.

Um chão de giz – que também poderia ser um chão de carvão – constitui um terreno instável, sobre o qual se transita com alguma hesitação inicialmente. O título da mostra alude, claro, à obra de Cildo Meireles, Cinza (1984/1986), artista cuja trajetória caminha junto com a da galeria, e vice-versa, há quatro décadas. Mas refere-se também ao contexto político e cultural dos anos 1970 no Brasil. Foi sobre um solo instável do ponto de vista da liberdade de expressão que a Galeria Luisa Strina abriu as portas em dezembro de 1974.

Uma leitura alternativa do “chão de giz”, porém, é a do caminho vacilante das novas linguagens que estavam no auge da experimentação no momento em que Luisa Strina fundou a galeria, e que, até então, viviam e se reproduziam “deliberadamente na sombra”. Mesmo com a redemocratização, a “retórica da abertura” não incentivava as “linguagens de abertura”, para usar expressões do debate de ideias do início dos anos 1980. A condição do novo que a arte experimental propunha não agradava a cultura dominante da época, que mantinha “o compromisso do velho-novo”.

A mostra reúne os artistas Antonio Dias, Caetano de Almeida, Carlos Fajardo, Cildo Meireles, Dora Longo Bahia, Edgard de Souza, Fernanda Gomes, Ivens Machado, Jorge Guinle, Leonilson, Luiz Paulo Baravelli, Marina Saleme, Milton Machado, Mira Schendel, Muntadas, Nelson Felix, Nelson Leirner, Regina Silveira, Tunga, Waltercio Caldas e Wesley Duke Lee.

Neste segundo semestre, as mostras comemorativas continuam com individuais de outras pratas da casa: Caetano de Almeida e Brian Griffiths (agosto a setembro); Laura Lima e Matias Duville (final de setembro a início de novembro). A galeria encerra o ano com exposição individual de uma jovem artista britânica, Caragh Thuring.

Chão de Giz
Abertura: 26/08, às 11h
Em cartaz até o dia 14 de novembro
Galeria Luisa Strina | anexo
R. Pe. João Manuel, 974A

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20 ago 2019

A 13ª edição da SP-Foto – Feira de Fotografia de São Paulo acontece de 21 a 25 de agosto no Shopping JK Iguatemi. 

Güler Ates, “Golden yellow” (2013) | Luciana Caravello Arte Contemporânea

Das 33 galerias, 16 são associadas à ABACT: Galeria Bolsa de Arte, Dan Galeria, Fortes D’Aloia & Gabriel, Galeria da Gávea, Galeria Leme/AD, Galeria Lume, Galeria Marcelo Guarnieri, Janaina Torres Galeria, Luciana Brito Galeria, Luciana Caravello Arte Contemporânea, Mendes Wood DM, Portas Vilaseca Galeria, Silvia Cintra + Box4, SIM Galeria, Vermelho e Zipper Galeria.

SP-Foto 2019
Visitação: 22 a 24/08/19, 14h-21h; 25/08/19, 14h-20h.
Shopping JK Iguatemi
Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041, São Paulo. Entrada gratuita

Confira abaixo a preview das obras

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05 ago 2019

Programe-se: Abertura da exposição com as 30 obras doadas pelas galerias no dia 10/08, às 11 horas, conta com mesa sobre colecionismo de arte mediada pelo professor e colecionador Miguel Chaia 

Lista de obras disponíveis: https://bit.ly/2YGtbhY

 

A Associação Brasileira de Arte Contemporânea – ABACT promove leilão de arte no dia 13 de agosto, terça-feira, às 20h30 na Casa de Cultura do Parque, reunindo 30 obras em diversos suportes, doadas por 29 galerias associadas. O Leilão ABACT 2019 será conduzido pelo leiloeiro Aloisio Cravo e sua exposição tem início no dia 10 de agosto, sábado, com a realização de uma mesa-redonda sobre várias formas de colecionismo de arte com Jessica Cinel e Juliana Sá, com mediação do professor, pesquisador e colecionador Miguel Chaia.

“O Leilão ABACT 2019 se soma a um conjunto maior de ações da associação para o custeio e o fortalecimento de sua missão na promoção da arte contemporânea brasileira tanto no Brasil quanto no exterior”, declara Luciana Brito (Luciana Brito Galeria), presidente da associação que reúne 46 galerias de arte em 7 estados brasileiros e no Distrito Federal.

Conheça a lista de obras disponíveis: https://bit.ly/2YGtbhY

Artistas participantes:

Ana Mazzei, Bruno Vilela, Caio Reisewitz, Chiara Banfi, Dalton Paula, Daniel Senise, Denise Milan, Eduardo Haesbaert, Fabiano al Makul, Feco Hamburger, Frantz, Galeno, Heleno Bernardi, Isabelle Borges, Judith Lauand, Lais Myrrha, Laura Lima, Luiz Zerbini, Mano Penalva, Nelson Leirner, Pedro Varela, Roberto Burle Marx, Rodrigo Sassi, Santídio Pereira, Sergio Lucena, Silvia Mecozzi, Tatiana Stropp, Thomas Schönauer, Vanderlei Lopes e Vânia Mignone.

Galerias associadas participantes:

Anita Schwartz Galeria de Arte, Galeria Athena, Galeria Berenice Arvani, Bergamin & Gomide, Galeria Bolsa de Arte, Carbono Galeria, Casa Triângulo, Central Galeria, Dan Galeria, Galeria Eduardo Fernandes, Galeria Estação, Fortes D’Aloia & Gabriel, Janaina Torres Galeria, Galeria Jaqueline Martins, Galeria Karla Osorio, Galeria Kogan Amaro, Luciana Brito Galeria, Galeria Luisa Strina, Galeria Lume, Galeria de Arte Mamute, Galeria Marilia Razuk, Galeria Nara Roesler, Portas Vilaseca Galeria, Galeria Raquel Arnaud, Sé, Silvia Cintra + Box4, Vermelho, Ybakatu e Zipper Galeria.

Parcerias: Embra Arts (Transportadora oficial), Casa de Cultura do Parque, Aloísio Cravo | Arte e Leilões, Chandon, Gocil – segurança e serviços, Affinité, Centrográfica e Tati Parente Bolos Orgânicos

 

Serviço:

Leilão ABACT 2019 – leiloeiro: Aloísio Cravo

Terça-feira, dia 13 de agosto, às 20h30 horas

 

Exposição das obras leiloadas:

Abertura: sábado, 10 de agosto, às 11 horas, com Mesa-redonda sobre colecionismo

Inscreva-se para a mesa-redonda aqui: CLIQUE AQUI

Convidados: Jessica Cinel e Juliana Sá, com mediação de Miguel Chaia

Visitação: 10 a 13 de agosto

 

Casa de Cultura do Parque

Av. Professor Fonseca Rodrigues, 1300 – Alto de Pinheiros – São Paulo

Horário de funcionamento: de quarta a sexta, das 11h às 19h, e sábado e domingo, das 10h às 18h

 

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25 jul 2019

Prepare-se: dia 6 de agosto, terça-feira, das 10 às 17 horas. Curadoras e galeristas participam de encontro sobre curadoria, mercado e fomento das artes, comentando e apresentando resultados da 1ª edição do Intercâmbio de Curadores, uma oportunidade de pesquisa no Getty Research Institute (Los Angeles, EUA)

Encontro Temático sobre galerias e plataformas digitais. Foto: ABACT

Inscrições aqui: www.sympla.com.br/encontro-tematico-abact__591940

O projeto Latitude – Platform for Brazilian Art Galleries Abroadpromove no dia 06 de agosto, terça-feira, das 10 às 17 horas, na Unibes Cultural, em São Paulo, o evento “Especial Curadoria – Encontro Temático + apresentação: Intercâmbio de Curadores”. Dividido em duas partes, na primeira contará com a orientação das pesquisadoras Ana Leticia Fialho Monica Novaes Esmanhotto para o Encontro Temático “Práticas curatoriais em galerias de arte”.Encontro traz a curadora independente Alexia Tala para falar sobre a presença do curador nas galerias e em projetos institucionais e suas implicações no mercado nacional e internacional.

A segunda parte do evento tem como foco o projeto Intercâmbio de Curadores – Pesquisas e práticas curatoriais, iniciando-se às 14h30 com a mesa sobre editais, bolsas e prêmios de fomento à formação de curadores brasileiros. Dela participam as curadoras convidadas Priscila Arantes (diretora do Paço das Artes, professora da PUC-SP e representante do júri da 1ª edição do Intercâmbio de Curadores) e Idurre Alfonso (curadora associada para arte latino-americana do Getty Research Institute), as galeristas Alessandra D’Aloia (Galeria Fortes D’Aloia & Gabriel) e Luciana Brito (presidente da ABACT e diretora da Luciana Brito Galeria), e da coordenadora de programação cultural do Goethe-Institut São Paulo Yara Castanheira.

A palestra com Ana Cândida Avelar começa às 16 horas, quando a curadora e professora da Universidade de Brasília – UnB, selecionada na 1ª edição do Intercâmbio de Curadores, fala de sua pesquisa de dois meses no Getty Research Institute (Los Angeles, EUA), trazendo relatos e imagens de sua experiência.

Latitude – Platform for Brazilian Art Galleries Abroad

É um programa desenvolvido por meio de uma parceria firmada entre a Associação Brasileira de Arte Contemporânea – ABACT e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex-Brasil, para promover a internacionalização do mercado brasileiro de arte contemporânea. Criado em 2007, conta hoje com 46 galerias de arte do mercado primário, localizadas em sete estados brasileiros e Distrito Federal, que representam mais de 1000 artistas contemporâneos. Seu objetivo é criar oportunidades de negócios de arte no exterior, fundamentalmente através de ações de capacitação, apoio à inserção internacional e promoção comercial e cultural.

Serviço:

Especial Curadoria – Encontro Temático + apresentação: Intercâmbio de Curadores

Data: 06 de agosto de 2019, terça-feira, das 10h às 17 horas
Local: Unibes Cultural
Endereço: Rua Oscar Freire, 2500 – São Paulo – SP
Tel.: (11) 3065 4333
Inscrições: https://www.sympla.com.br/encontro-tematico-abact__591940

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23 jul 2019

Prepare-se: “Acordo” fica em cartaz até o dia 27 de julho na Rua Bento Freitas, 306, São Paulo

Na mostra individual de Mano Penalva são reunidos trabalhos produzidos entre 2018 e 2019, construídos a partir de um olhar sobre as coisas do mundo, do gesto e da circulação de mercadorias nas ruas. Materiais e objetos são arranjados, estruturados ou encostados a partir de um deslocamento considerado como um estado normal; panos, cintos, sacolas, objetos ordinários e gestos são reorganizados como fragmentos de uma composição precisa.

Para “Acordo”, foram produzidos dois trabalhos que levam o nome da exposição: uma canção de trabalho, produzida em parceria com o cantor Paulo Neto; e um vídeo, em parceria com o diretor Di Rodrigues e participação dos artistas Fernanda Pavão e Moisés Patrício.

Sem Título (série Tramas). 2019. Palhinha, algodão, tacha e prego. Dimensões 44 x 33 x 4 cm. Central Galeria, São Paulo

Parte das esculturas vem do olhar para gestos e práticas do comércio informal, dos vendedores de rua, e tem seus nomes no diminutivo como “Palhinha”, “Melzinho” e “Quentinho”, estabelecendo também uma relação com a fala coloquial e sua afetividade. “Quentinho” consiste em um suporte para cones de papel recheados de amendoim, onde o expectador tem a possibilidade de adquirir uma peça com o aditivo da “sorte grande” por um valor simbólico, já que um deles contém um amendoim feito em ouro.

Melzinho. 2019. Garrafas de vidro, mel e vidro dourado. Dimensões 60 x 170 x 80 cm. Central Galeria, São Paulo

O trabalho de Mano Penalva parte do estudo da cultura material, mudanças de comportamento e efeitos da globalização. Sua produção é deliberadamente não-representativa, permitindo que os materiais e objetos ditem a forma e se unam quase que por conta própria a partir de um desejo de existirem no mundo. O artista explora a poesia obtida pelo deslocamento dos objetos de seu contexto cotidiano, trabalhando com diferentes mídias como pintura, fotografia, escultura e instalação. Ao criar os trabalhos, subverte o valor dos objetos do cotidiano, propondo novos agrupamentos estéticos a partir da relação das estratégias de venda do varejo e das suas experiências de coleta!

Cintura. 2019. Cintos e ferro. Dimensões 124 x 60 x 27 cm. Central Galeria, São Paulo

Os artistas representados pela galeria são: Bruno Cançado, C. L. Salvaro, Gabriela Mureb, Gisele Camargo, Gretta Sarfaty, João Trevisan, Mariana Manhães, Mano Penalva, Ridyas, Rodrigo Martins, Rodrigo Sassi e Simone Cupello.

A Central Galeria participa regularmente de feiras de arte brasileiras como a SP-Arte, SP-Arte/Photo, Art Rio e Parte. Desde 2011, atua no mercado internacional a partir das feiras: Moving Image (Istambul, Turquia), Art Basel Miami Beach (Miami, EUA), ArteBA (Buenos Aires), ArteBO e Odéon (Bogotá, Colômbia), Artissima (Turim, Itália) e Untitled (Miami, EUA).

Imagem do topo do texto: Mano Penalva. Quentinho. 2019. Amendoim, papel, ferro e ouro. Dimensões 50 x 40 x 40 cm

 

Central Galeriawww.centralgaleria.com

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12 jul 2019

Prepare-se: Projeto Latitude reúne galeristas e especialistas em São Paulo para discutir a dinâmica de atuação das galerias de médio porte. Inscrições aqui: https://www.sympla.com.br/encontro-tematico-abact—julho__572020

Último Encontro Temático, realizado em junho, sobre galerias e plataformas digitais. Foto: ABACT

O projeto Latitude – Platform for Brazilian Art Galleries Abroad promove no dia 16 de julho, terça-feira, das 10 às 13 horas, na Unibes Cultural, em São Paulo, o encontro temático “Especificidades e desafios das galerias de médio porte”, que reúne representantes de galerias de médio e grande porte para discutir os desafios de gestão de negócios. O encontro é gratuito e conta com a orientação da pesquisadora Ana Leticia Fialho e de Monica Novaes Esmanhotto.

Participam do evento representantes de galerias associadas à ABACT:  Yannick Carvalho, diretora da Galeria Raquel Arnaud, mestre em “História da Arte” pela Université Paris-Sorbonne (Paris IV), com pós-graduação em “Gestão de Organizações do Terceiro Setor” pela Fundação Getúlio Vargas; Akio Aoki, diretor de assuntos internacionais da Galeria Vermelho, formado pela London Business School, com experiências profissionais em marketing na MTV Brasil, Toyota do Brasil e na PSA Peugeot Citroën; e Christiano Lima Braga, atual coordenador da Unidade de Difusão, Bibliotecas e Leitura (UDBL) da Secretaria de Cultura  e Economia Criativa do Estado de São Paulo e ex-Gerente de Exportações da Apex-Brasil.

Ana Leticia e Monica estabelecem dois eixos de discussão, quais sejam: as internalidades, questões ligadas à realidade das galerias como gestão de recursos humanos (profissionalização e atualização do quadro de funcionários e colaboradores, contratação de serviços terceirizados, etc), gestão de recursos financeiros (acompanhamento empresarial, ferramentas de controle etc), infraestrutura das galerias e internacionalização (acesso às principais feiras, construção de redes de relacionamento abrangentes); e as externalidades, circunstâncias alheias à realidade das galerias que, contudo, impactam a condução dos negócios como, por exemplo, formação de público, pertencimento a um circuito mais amplo da arte e o contexto econômico onde a galeria se insere.

A série de cinco encontros temáticos que se encerra faz parte do programa de capacitação do Projeto Latitude iniciado em 13/03 com o  “Encontro temático sobre importação e exportação de obras de arte”; seguido por “Condo: uma experiência de parceria entre galerias” em 16/04; “Ambiente cultural e de negócios na China: oportunidades e desafios”, em 14/05; e “Galerias de arte e plataformas digitais: do institucional ao comercial”, em 18/06.

Serviço:

Encontro temático: “Especificidades e desafios das galerias de médio porte”
Data: 16 de julho de 2019, terça-feira, das 10 às 13 horas
Local: 
Unibes Cultural
Endereço: Rua Oscar Freire, 2500 – São Paulo – SP
Tel.: (11) 3065 4333
Inscrições: 
https://www.sympla.com.br/encontro-tematico-abact—julho__572020

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04 jul 2019

Prepare-se: “A Burrice dos Homens”, coletiva com curadoria de Fernanda Brenner, fica em cartaz até 20/07/2019

José Antonio da Silva. A Burice dos Homens. 1987

Galeria paulistana exibe mostra coletiva “A Burrice dos Homens”, com curadoria de Fernanda Brenner. Partindo de uma série de conversas da curadora Fernanda Brenner com o artista Tiago Carneiro da Cunha, a exposição propõe uma reflexão aberta sobre o uso da sátira e dos estereótipos como pontos de partida para observações críticas acerca de dinâmicas sociais arraigadas que precisam ser reavaliadas.

Tiago Carneiro da Cunha. Banana. 2019

O título da exposição é emprestado da pintura “A Burrice dos Homens”, do paulista José Antônio da Silva, pintor autodidata que retrata uma cena apocalíptica com uma floresta em chamas, urubus voando sobre a carniça de macacos agonizantes. Essa imagem alegórica na pintura de da Silva encontra eco na obra de Tiago Carneiro da Cunha como na música “Marginália II” do piauiense Torquato Neto.

Lina Bo Bardi. Polochon. 1985

Para a curadora, as personagens infernais de Carneiro da Cunha parecem caber perfeitamente nas estrofes de Torquato Neto e essa aproximação a levou ao trabalho de artistas de diversas gerações e períodos da história recente do Brasil, que, assim como Carneiro da Cunha, e boa parte dos tropicalistas, se interessam pela fina linha entre o cômico, o trágico, o melancólico e o sedutor que caracterizam a realidade do país desde a colonização. A imagem que o Brasil tem de si e a imagem como é visto no exterior também aparecem nas obras de Glauco Rodrigues, Ivan Cardoso, ou ainda, no trabalho de Cristiano Lenhardt e Ana Prata.

Ana Prata. Sol Preto. 2016

Artistas na coletiva: Adriano Costa, Amadeo Luciano Lorenzato, Ana Prata, Anna Bella Geiger, Antônio Dias, Antonio Henrique Amaral, Artur Barrio, Cabelo, Cícero Dias, Cristiano Lenhardt, Erika Verzutti, Glauco Rodrigues, Hélio Oiticica, Ivan Cardoso, Ismael Nery, Jac Leirner, Jarbas Lopes, José Antônio da Silva, Leda Catunda, Lina Bo Bardi, Oswaldo Goeldi, Pedro Caetano, Radamés “Juni” Figueroa, Rogério Reis, Saint Clair Cemin, Tiago Carneiro da Cunha, Tonico Lemos Auad, Ursula Böckler, Vicente do Rego Monteiro, Wilma Martins, Yuli Yamagata.

Criada em 2000 em São Paulo, por Jones Bergamin, a galeria Bergamin ficava numa casa da década de 1950 do arquiteto Vilanova Artigas nos Jardins. Em 2013, Antonia Bergamin, filha de Jones Bergamin, assumiu a direção da galeria com Thiago Gomide. Com foco em vendas privadas de artistas brasileiros e estrangeiros do período Pós-Guerra, a Bergamin & Gomide inaugurou seu novo espaço na rua Oscar Freire, em agosto de 2013. Participa de feiras nacionais e internacionais como Art Basel, TEFAF NY Spring, Art Basel Miami, Semana de Arte e SP-Arte.

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02 jul 2019

Prepare-se: “Adriana Varejão – Por uma retórica canibal” tem curadoria de Luisa Duarte. Em cartaz até 08/09/2019

Conjunto significativo 25 obras de obras da celebrada artista carioca Adriana Varejão fica em cartaz no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães – MAMAM, no Recife, até o dia 8 de setembro de 2019. “Adriana Varejão – Por uma retórica canibal”, com curadoria de Luisa Duarte, inclui trabalhos seminais como “Mapa de Lopo Homem II” (1992-2004), “Quadro Ferido” (1992) e “Proposta para uma Catequese”, em suas Partes I e II (1993), já esteve em Salvador e segue em itinerância para cidades fora do eixo Rio-São Paulo, segundo a produtora Luiza Mello, da Automática. 

[Azulejões (com uma mãozinha). 2000. Foto: Vicente de Mello]

Recorte curatorial descortina diferentes fases da produção de Adriana, enfatizando a pesquisa da artista a respeito do colonialismo antes mesmo dessa temática entrar em voga no cenário da arte contemporânea no Brasil. No Recife, as questões sobre o período colonial brasileiro ganham ainda mais relevância e oportunidade, dada história de Pernambuco, marcada pela monocultura açucareira, assim como pelas disputas territoriais estrangeiras e autóctones desse território.

[Ruína de Charque, Porto. 2002. Foto: Jeff McLane]

A tradição retórica persuasiva da arte barroca, repleta de narrativas com representações de anjos e uso de folheamento em ouro, assim como seu vínculo com o projeto colonial europeu na América cristã, tem um contraponto com a retórica canibal, cheia de conflitos violentos, miscigenação e representações da carne. A vasta rede de influências da artista passa pela história da arte barroca, azulejaria portuguesa, iconografia da colonização, corpo, mapas e tatuagem, consubstanciando uma das produções mais vibrantes da arte contemporânea brasileira.

[Mapa de Lopo Homem II. 1992-2004. Foto: Jaime Acioli]

Ao conjunto de obras selecionadas por Luisa Duarte, acrescenta-se o site specific da artista “Panacea Phantastica” (2003) do acervo do MAMAM.

Adriana Varejão é representada pelas Galerias Fortes D’Aloia & Gabriel, Gagosian e Victoria Miro. A exposição conta com patrocínio da Galeria Almeida e Dale

Foto no topo do texto: Proposta para uma Catequese – Parte I. Díptico Morte e Esquartejamento. 1993. Foto:   Eduardo Ortega

Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães – MAMAM – Rua da Aurora, 265 Boa Vista – Recife – PE

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28 jun 2019

Prepare-se: “Vaivém” fica em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil até 29/07/2019, com itinerância marcada para Brasília e Belo Horizonte

Pinturas, esculturas, instalações, fotografias, vídeos, documentos, intervenções, performances, histórias em quadrinhos e até mesmo selos estão reunidos na mesma exposição. Na coletiva “Vaivém”, o curador Raphael Fonseca tratou de ocupar todos os espaços expositivos do CCBB São Paulo com trabalhos de 141 artistas, entre os quais 32 indígenas, onde são representadas redes de dormir.

[Arissana Pataxó. Rede de Tucum]

“Vaivém” tem início do subsolo do histórico edifício, com a apresentação do núcleo “Resistências e Permanências”, onde Raphael atesta a rede como símbolo e objeto onipresente nas culturas originárias do Brasil. Obras de artistas contemporâneos indígenas como Arissana Pataxó, Carmézia Emiliano, Jaider Esbell, Yermollay Caripoune convivem obras de artistas brasileiros de renome e reconhecido engajamento em causas indígenas como Bené Fonteles (Galeria Karla Osório) e Cláudia Andujar (Vermelho), e também com uma curiosa rede de tecido de Arthur Bispo do Rosário.

[Opavivará. Rede Social]

O núcleo “A rede como escultura, a escultura como rede” distribui-se pelo átrio do CCBB São Paulo, com trabalhos de grande impacto visual como “Rede Social”, do coletivo carioca Opavivará (A Gentil Carioca). Espraiando-se pelos corredores, estão trabalhos   de Gustavo Caboco, Salissa Rocha, Hélio Oiticica, Ernesto Neto (Fortes D’Alóia & Gabriel), a ação de Paulo Nazareth (Mendes Wood DM) e diversas redes feitas por artesãs de diferentes regiões do país.

[Jaime Lauriano. Novus Brasilia Typus. 2016. Acervo Banco Itau]

O segundo andar encerra dois núcleos: “Olhar para o outro, olhar para si”, com trabalhos de artistas viajantes como Hans Staden, Jean-Baptiste Debret e Johann Moritz Rugendas em franco diálogo com artistas contemporâneos de origem indígena como a pintora Duhigó Tukano e Dhiani Pa’saro, que expõe a marchetaria composta por 33 tipos de madeira e inspirada em duas variações de grafismos ameríndios. “Disseminações: entre o público e o privado”, por sua vez, trata do período colonial. Nele, as redes surgem como mobiliário, meio de transporte e também práticas funerárias. Pinturas do artista goiano Dalton Paula (Sé Galeria), destacam narrativas acerca da negritude brasileira, assim como as fotografias de Luís Braga (Galeria Leme/AD), que retratam o cotidiano do Pará.

[Luiz Braga. Barco em Santarém. 200. Fotografia. Acervo Banco Itaú]

O título do núcleo do terceiro andar, “Modernidades: espaços para a preguiça”, já adianta a associação da rede à preguiça e ao descanso do trabalho e do calor tropical. Aqui, a personagem central de “Macunaíma” (19290, o notável romance de Mário de Andrade, é representada por ilustrações de Carybé, desenho de Tarsila do Amaral, longa-metragem dirigido por Joaquim Pedro de Andrade e história em quadrinhos de Angelo Abu e Dan X. Ainda nesse núcleo, são exibidas obras de Djanira, além de mobiliário de Sérgio Rodrigues e Paulo Mendes da Rocha. “Invenções do Nordeste”, no quarto andar, reúne obras que tratam dos mitos que relacionam as redes e essa região brasileira, com destaque para as fotografias de Maureen Bisilliat e as cerâmicas de Mestre Vitalino. O artista Tunga é homenageado neste último núcleo com a exibição da instalação “Bells Falls”, acompanhada de registros fotográficos da performance “100 Rede”.

Foto do topo do texto: Claudia Andujar. Retratos 3 (da série Maturacá). Cortesia Galeria Vermelho

 

Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – São Paulo – SP

 

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