24 jul 2020

Acervo ArtSoul

 

Diversas galerias associadas da ABACT participam do evento gratuito e obras expostas poderão ser adquiridas por meio da plataforma

A ABACT é uma das apoiadoras do evento ‘Arte na Quarentena’, um espaço virtual de exposições. Realizado pela plataforma Artsoul, acontece entre os dias 27 de julho e 2 de agosto, e cerca de 40 galerias participantes – diversas delas associadas da ABACT – vão exibir obras produzidas nos últimos quatro meses – daí o nome escolhido para a mostra. Todas as obras poderão ser adquiridas por meio da plataforma.

De acordo com as sócias da Artsoul – Daniela Daud Malouf, Carla de Castro Loureiro e Tamara Perlman -, a criação desse evento teve como principal motivação utilizar os recursos disponíveis na plataforma para contribuir com a recuperação de um setor que foi duramente afetado pela crise provocada pela pandemia da Covid-19. Por essa razão, não foi cobrada taxa de participação para as galerias. Além disso, a comissão de 10% sobre as vendas será destinada, como doação, ao projeto Horizontes e às instituições IAC (Instituto de Arte Contemporânea) e ABACT (Associação Brasileira de Arte Contemporânea).

Na opinião de Carla de Castro Loureiro, as artes visuais demoraram mais do que outras expressões artísticas para ingressar no mundo virtual e a pandemia teve, como efeito colateral positivo, alavancar essa migração. “Acredito que seja um processo irreversível e na pós-pandemia o ambiente virtual continuará sento muito utilizado, porque vimos na prática que galerias, museus e outros espaços expositivos podem utilizar essas ferramentas de maneira complementar, com resultados muito favoráveis”, pondera.

Sobre o que estará exposto no evento, Tamara Perlman, uma das sócias da Artsoul, destaca: “Não fizemos qualquer indicação de foco para as obras que estarão expostas, mas a mostra permitirá observar o que os artistas estão criando nesta época tão particular e atípica”.

O acesso à exposição ‘Arte da Quarentena’ poderá ser feito ingressando na plataforma de marketplace Artsoul (artsoul.com.br). A inscrição é rápida e gratuita. Após entrar na área expositiva, o visitante poderá percorrer as galerias participantes, conhecer as obras dos artistas que cada uma representa e, caso queira adquirir alguma obra, poderá fazê-lo na própria plataforma.

 

Galerias participantes

A7MA

AM Galeria de Arte

Amparo60

Andrea Rehder Arte Contemporânea

Art Hall

Arte Fasam

B_arco

Baró Galeria

Bergamin e Gomide

Bianca Boeckel Galeria

Bolsa de Arte

  1. Galeria

Central Galeria

Choque Cultural

Gaby Índio da Costa Arte Contemporânea

Galeria ARTE/FORMATTO

Galeria Aura

Galeria de Arte Mamute

Galeria Eduardo Fernandes

Galeria Janaina Torres

Galeria Karla Osório

Galeria Luisa Strina

Galeria Lume

Galeria Marília Razuk

Galeria Mario Cohen

Galeria Murilo Castro

Galeria Poente

Galeria Raquel Arnaud

Galeria Tina Zappoli

Galeria Ybakatu

J.B. Goldenberg Escritório de Arte

Kogan Amaro

Lona Galeria

Luciana Caravello Arte Contemporânea

Mercedes Viegas Arte Contemporanea

OÁ galeria

Periscópio Arte Contemporânea

Portas Vilaseca Galeria

Quadra arte contemporânea

Sé Galeria

Soma Galeria

Verve Galeria

Zilda Fraletti

Zipper Galeria

 

Serviço

Evento: Arte da Quarentena

Organização: Artsoul
Apoio: ABACT

Quando: de 27 de julho a 2 de agosto de 2020

Endereço: artsoul.com.br

 

Sobre a Artsoul

Artsoul é uma plataforma de compra de arte contemporânea criada em 2018. Nela é possível fazer buscas por preços, tamanho, artista e galeria, até achar a obra que deseja e realizar sua compra. São mais de 3 mil obras de arte. Na plataforma são também divulgadas informações sobre eventos e exposições, além de várias matérias sobre o setor.

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26 jun 2020

Durante três sessões transmitidas ao vivo pela Plataforma Zoom, Laerte e Rafael Coutinho farão um experimento inédito em suas carreiras como quadrinistas: trabalharão em conjunto em uma só história em quadrinhos, cada um desde sua casa, sem que vejam o que o outro está produzindo.

A premissa: cada artista cria seu personagem, com um dado perfil identitário e político dentro de certo contexto histórico brasileiro, deixando espaço para que o outro complete a página com seu próprio personagem, resultando em uma interação entre essas personas e tempos.

Datas: 7, 9 e 14 de julho de 2020
Horário: 19h – as sessões não têm uma duração definida
Inscrições: www.sympla.com.br/galeriaaura
*A galeria irá favorecer a inclusão de pessoas que desejem participar, mas que não disponham de meios financeiros para isso. Dessa forma, os novos valores de ingressos vão de R$0 a R$160. Se você deseja participar dos encontros, se inscreva e pague o que puder, se puder, pagar.


TEMA POLÍTICO

Abordando o tópico da polarização política que marcou a sociedade nos últimos oito anos, e buscando entrar na pele do outro (não só do outro autor, pai e filho, mas também de outra visão política, de esquerda e de direita, progressista e conservadora, entre o passado e o futuro) será construída uma história em dois tempos, dois momentos que ilustrem de forma lúdica o complexo caldeirão em que estamos mergulhados, todos nós, no Brasil da pandemia.


O EXPERIMENTO

Os inscritos acompanharão o processo de realização dessas duas páginas através da Plataforma Zoom, cujo cronograma obedecerá a três etapas, divididas em três sessões de desenho:

Dia 1: cada artista desenvolve os esboços de sua personagem e de sua página sem que o outro veja seu trabalho. A comunicação entre eles se dará unicamente por áudio durante o processo, somente o público poderá assistir às duas peças sendo trabalhadas simultaneamente;

Dia 2: os artistas se encontram fisicamente para trocar as páginas (portando máscaras e sem contato físico) e se dirigem a uma segunda sessão individual. Dessa vez, cada um faz interagir seu personagem no contexto desenhado pelo outro;

Dia 3: sessão de finalização das páginas em nanquim. Duas páginas A3 estarão completas. Fim do processo.


O PÚBLICO

A dinâmica dos encontros permitirá a interação do público através de chat, contando com intermediação da Galeria Aura. Os artistas responderão perguntas durante o processo de trabalho e também abrirão para conversa nos minutos finais de cada sessão.


A OBRA FINAL

Ao fim do processo, os desenhos serão digitalizados em uma boa resolução e enviados a todos os participantes. Os originais serão comercializados pela Galeria Aura, que atualmente representa ambos os artistas.

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09 jun 2020

Not Cancelled Brazil acontece de 10/06 a 09/07. Acesse: www.notcancelled.art/brazil

Prepare-se para o lançamento de “not cancelled BRASIL” (não cancelado), evento de arte internacional online de 4 (quatro) semanas reunindo 57 galerias brasileiras de 9 cidades diferentes, com obras de 106 artistas. Início dia 10 de junho, quarta-feira, às 10h (horário do Brasil).

O site estará acessível de 10 de junho a 8 de julho de 2020 e contará com obras de artistas selecionados de cada galeria, além de exibir conteúdo ao vivo diário, como transmissões, palestras e visitas guiadas. O programa será alterado semanalmente, variando artistas e galerias, sendo completado ao final de suas 4 semanas de duração. www.notcancelled.art/brazil

Esta edição do NOT CANCELLED foi iniciativa de Karla Osorio Netto, galerista de Brasília. É um projeto independente reunindo grande parte das principais galerias de arte contemporânea do país, com galerias de médio e pequeno porte. A ideia de agrupar as galerias surgiu do denominador comum de todas diante desse difícil momento em que as feiras foram canceladas e não haverá como reunir colecionadores, instituições e público em geral em feiras presenciais por vários meses. É crucial que todas mantenham contato para ampliar sua visibilidade nacional e dentro de um contexto global. Devido ao fato de que a pandemia COVID-19 está paralisando todas as atividades globais no futuro imediato, essas galerias foram particularmente afetadas, pois também dependem da visibilidade fora de seus mercados locais.

Em vez de cada uma lutar sozinha ou em nível local por visibilidade, a feira celebra as atividades artísticas do país como um todo, unindo forças e obtendo apoio de uma plataforma internacional já existente, quase sem custo para as galerias. Solidariedade e criatividade são sentimentos importantes que congregam o grupo neste momento. Esta é a primeira feira online de nível internacional realizada no Brasil e conta com o apoio da Associação Brasileira de Galerias Contemporâneas – ABACT.

not cancelled (não cancelado) é um projeto desenvolvido pela agência TREAT, sediada em Viena. Foi inaugurado em abril de 2020 na esteira da pandemia global COVID-19 com museus fechados, galerias, feiras de arte, estúdios e encerramentos de eventos submetendo instituições culturais a um teste difícil. TREAT queria oferecer apoio aos seus clientes locais de arte e entretenimento, assim nasceu not cancelled. Ao fornecer uma plataforma digital, eles permitiram que seus clientes estivessem “fechados mas abertos” #closedbutopen e fizessem eventos planejados #notcancelled. Após um lançamento bem-sucedido em Viena, eles se expandiram com edições em Berlim, Paris, Varsóvia, Chicago, Dubai, Leste & Sul da Europa; Sul dos EUA, além de outros em breve. Todos eles com eventos de uma semana apresentando atividades online ao vivo e reunindo algumas das melhores galerias de cada local.

O Brasil será o primeiro país a ter uma feira de 4 semanas nesta Plataforma. Será em grupos de 25 galerias por semana. No total, a feira tem 57 galerias de 9 estados diferentes, apresentando 106 artistas, a maioria brasileiros. Cada galeria apresenta um ou dois artistas por semana, além de também poder fazer turnês virtuais, transmissões ao vivo, entrevistas, palestras de artistas e vídeos que apresentem ateliers e bastidores do mundo da arte em geral.

Veja mais aqui: Instagram @notcancelled.art e/ou se inscreva na newsletter: www.notcancelled.art Veja abaixo a lista de galerias participantes

Galerias
A Gentil Carioca, AM Galeria; Almeida e Dale; Amparo 60; Anita Schwartz; Athena; Aura; Berenice Arvani; Bergamin & Gomide; Bianca Boeckel; Bolsa de Arte; C. Galeria; Carbono; Casa Triângulo; Casanova; Cavalo; Celma Albuquerque; Central Galeria; Dan Galeria; Eduardo Fernandes; Estação; Fortes d’Aloia & Gabriel; Gaby Índio da Costa; Janaina Torres; Jaqueline Martins; Karla Osorio; Kogan Amaro; Leme Galeria; Luciana Brito; Luciana Caravello Arte Contemporânea; Luisa Strina; Lume; Mamute; Marcelo Guarnieri; Marilia Razuk; Mario Cohen; Mendes Wood DM; Millan; Multiplo Espaço Arte; Nara Roesler; OÁ Galeria; OMA Galeria; Periscópio; Pinakotheke; Portas Vilaseca; Raquel Arnaud; RV Cultura e Arte; Sé Galeria; Silvia Cintra + Box 4; Simões de Assis; Soma Galeria; Superfície; Vermelho; Verve; Ybakatu; Zipper e 55SP.

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27 abr 2020

Intitulado ‘Arte Contemporânea: da casca ao caroço’, o podcast traz no 1º episódio discussão sobre importância da arte em tempos de isolamento social

Nesta quarta-feira, dia 29 de março, a ABACT – Associação Brasileira de Arte Contemporânea – estreia seu próprio podcast, o ‘Arte Contemporânea: da casca ao caroço’, que trará conteúdos exclusivos com entrevistados que vão desde artistas até representantes de galerias de arte associadas.

A cada quinze dias será lançado um novo episódio e entre os temas que serão abordados há discussões relacionando a arte ao atual momento que o mundo se encontra, de necessidade de isolamento social, já que este universo tem tido um papel fundamental neste processo de reclusão do indivíduo.

De acordo com a ABACT o nome do podcast tem total relação com o que a associação espera de seu público, que é: não enxergar a beleza da arte superficialmente apenas (casca), mas também se aprofundar e conseguir entender tudo o que envolve a construção de uma obra e/ou exposição (caroço). “A ideia é que o público tire 10 minutos do seu dia para refletir como a arte contemporânea pode ser fundamental no dia a dia, para inspirar, entreter e até relaxar. E com isso as pessoas acabam por perceber quão importante é o trabalho dos artistas e todos os envolvidos para que grandes obras de arte cheguem até elas” – explica Luciana Brito, presidente da ABACT.

Além disso, o nome também tenta transparecer uma característica importante do podcast: a de trazer temas importantes de forma descontraída e leve, já que faz referência a uma confusão comum e engraçada com o nome da Associação – ABACT/Abacate.

O podcast ‘Arte Contemporânea: da casca ao caroço’ pode ser acessado pelos aplicativos de reprodução Spotify, Apple Podcasts e Google Podcasts  ou  diretamente pelo aplicativo agregador Anchor (clique aqui).

1º episódio discute papel das produções artísticas em meio a uma pandemia

A ABACT traz no episódio de estreia de seu podcast a artista Mariana Palma e a diretora da galeria Casa Triângulo Camila Siqueira para falar sobre como a indústria de arte contemporânea tem se reinventado no ambiente digital de forma a se manter ativa mesmo com a paralisação de feiras e fechamento de portas de galerias e museus.

Além disso, o episódio traz uma discussão sobre a importância das produções artísticas em momentos áridos, como o que estamos vivendo com a pandemia da covid-19, que acabam sendo uma ajuda às pessoas em casa, que estão mais propícias por conta do isolamento a ter desânimo, falta de interesse e criatividade para enfrentar o dia a dia.

Episódios de maio
13/05 – Iniciativas das galerias para continuarem próximas do público
27/05 – Revisitando a exposição “Febre Amarela” de Vivian Caccuri

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23 abr 2020

UniãoSP é uma iniciativa apartidária e voluntária da sociedade para fortalecer o combate ao coronavírus no Estado de São Paulo. O grupo atua de forma coordenada com o governo do estado, prefeituras e organizações do terceiro setor com objetivo de direcionar recursos privados para apoiar as comunidades mais vulneráveis aos efeitos da pandemia da Covid-19.

Para somar-se a essa ação de cidadania, a Galeria Nara Roesler, cuja história tem raízes na cidade, irá doar 27 obras do seu acervo cujas vendas serão 100% revertidas para o movimento UniãoSP.

JR. “28 Millimètres, Women are Heroes, Action in Kibera Slum, Into the Wild, Kenya”, 2009. Litogravura.

Para contribuir com a causa, favor entrar em contato pelo e-mail arteconecta@nararoesler.art ou pelo whatsapp +55 (11) 98537-4543.

Confira mais obras aqui.

Você também pode apoiar o União SP. Clique aqui para mais informações.

Marcos Chaves. “Vai passar (?)”, 2019. Bandeira em tecido.

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09 abr 2020

Em tempos de isolamento social, a galeria Simone Cadinelli Arte Contemporânea e o artista Jimson Vilela buscam ampliar o acesso ao universo da arte disponibilizando gratuitamente dois livros importantes do artista: “Adaptável ao espaço que as palavras ocupam” (2015) e “Narrativa” (2018) – estão disponíveis em pdf no site da galeria (CLIQUE AQUI).

Dessa forma, o público tem acesso às duas publicações que integram importantes bibliotecas nos EUA, como a do Metropolitan Museum, de Nova York, a do Congresso Americano, em Washington DC, e a New York  Public Library e The Center for Book Art, em Nova York, e as bibliotecas públicas especializadas em arte no Estado de São Paulo, onde o artista carioca de 33 anos vive.

Ganhador de vários prêmios, Jimson Vilela tem obras em importantes coleções públicas, como a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o MAM Rio, e o MAC de Niterói.

 

LIVROS

“Adaptável ao espaço que as palavras ocupam” percorre parte do conjunto inicial de trabalhos de Jimson Vilela, apresentando obras feitas a partir de livros, objeto constante dos trabalhos do artista.  O livro aparece muitas vezes como uma escala que mensura tanto o espaço expositivo quando a memória do observador. ”Narrativa” trata do conjunto recente de suas obras, feitas também a partir de livros.

Carioca nascido em 1987, Jimson Vilela se mudou para São Paulo para fazer um mestrado em poéticas visuais, na USP, concluído em 2015, e agora está em fase de conclusão de doutorado na mesma matéria e universidade.

 

EXPOSIÇÕES

Entre as exposições destacadas de Jimson Vilela estão “Longe dos Olhos”, sua individual na galeria Simone Cadinelli Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, 2019; “Adaptável ao espaço que as palavras ocupam”, no Centro Cultural São Paulo, 2015; “Sintomas e Efeitos Secundários da Sintonia” (Casa Modernista, São Paulo, 2013); e “Cambio” (Nuevo Museo Energía Arte Contemporáneo, Buenos Aires, 2012); e as coletivas “Retrospectiva – 25 anos Programa de Exposições CCSP” (Centro Cultural São Paulo, 2015), “Convite à viagem” (Rumos Itaú Cultural, 2012 e 2013), e 6ª e 7ª Bienal Internacional da Bolívia (SIART, 2009 e 2011).

Obra “Nomeamos”, de Jimson Vilela

 

PRÊMIOS

No Brasil, Jimson Vilela foi premiado com a Bolsa Funarte de Estímulo à Produção em Artes Visuais (2012), recebeu o Prêmio Honra ao Mérito Arte e Patrimônio do IPHAN/Centro Cultural Paço Imperial/MinC (2013), o Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça – 6ª Edição (2013), Prêmio Aquisição Centro Cultural São Paulo (2014), Prêmio ProAC Artes Visuais do Estado de São Paulo (2014 e 2017) e Prêmio Estímulo à Jovens Artistas do 22º Cultura Inglesa Festival (2018).

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01 abr 2020

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Kilian Glasner em “Encontro Austrais”, na Galeria Lume. Créditos: Galeria Lume

Desde sua última série, “Natureza Incontornável”, Kilian Glasner busca a imersão na natureza para encontrar a si mesmo vivenciado o isolamento. Para o artista, estudar a paisagem é mergulhar no espaço do mundo.

Após quase três meses imerso entre a Patagônia e o Pantanal Matogrossense, Kilian se (re)descobre em um tempo longínquo no qual a natureza se apropria do seu ser e o faz paisagem. Transmutado, reconstrói aquilo que vê, inventa e rearranja o espaço para assim relatar sua jornada na exposição “Encontros Austrais”. Abstraído pelo silêncio, o artista converte o mundo num lugar mais agradável e harmonioso, aparando arestas e deixando um rastro cintilante que marca com pigmentos e pastel seco, os lugares por onde passou.

Diante de seus desenhos os sentidos emergem através da cor, espalhadas por desertos habitados de um misterioso vazio onde nuvens se derramam a ocultar as montanhas e preenchê-las de um bege que a boca do vento espalha pelo papel. No marrom claro, no amarelo ou nos tons pastéis reconhecemos o cheiro árido da solidão. O olhar experimenta a terra, a poeira, o vento, a tempestade. Em meio ao deserto, somos convidados a viajar ao Pantanal e tomar o lugar da paisagem aonde dançam os pássaros. Na instalação “Vôo”, inspirada no Buraco das Araras, no Matogrosso do Sul, Kilian interfere no vôo das araras para reconstruí-lo em uma poesia de imagens e sons, uma nova perspectiva, plena de liberdade e de uma imaginação sem limites.

Na impossibilidade de recriar a natureza, a obra, em sua coexistência dinâmica com os contrários, diz mais do que a verdade, ela cria a verdade; ela não descreve a ação, ela a coloca diante de nós para vivenciarmos por alguns minutos o sentir do artista.

Em “Encontros Austrais” Kilian Glasner expõe a paisagem como um lugar de possibilidades, estrutura a exposição em fragmentos a fim de materializar a complexidade do meio e demonstrar que o espaço pode nos ensinar a olhar o mundo sobre novos aspectos, revelando realidades deixadas à margem do olhar.

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23 mar 2020

Programação da ação digital promovida pela Galeria Superfície

A Galeria Superfície promoverá nas próximas semanas a ação ‘AO VIVO COM’ – conversas entre duas personalidades do mundo das artes convidadas a fazer uma live simultânea todas as terças e quintas, às 18h, no perfil do Instagram da galeria (@galeriasuperficie).

A ação digital tem como objetivo disponibilizar conteúdo de qualidade e de fácil acesso para as pessoas em quarentena, apoiando o movimento #FiqueEmCasa.

Em formato de bate-papo descontraído, as lives terão duração de 30 minutos e abordarão temos como processo criativo, projetos, movimentos artísticos, espaços independentes, assuntos diversos entre artistas, curadores, galeristas, pesquisadores, entre outros.  Na primeira live, o diretor artístico do Instituto Moreira Salles – IMS João Fernandes fala sobre novos desafios para as instituições culturais.

Conheça a galeria
Inaugurada em maio de 2014, a Galeria Superfície desenvolve um seleto programa de exposições, em paralelo ao desenvolvimento da carreira de artistas contemporâneos e artistas de vanguarda cuja produção centra-se em torno dos anos 70. Dirigida por Gustavo Nóbrega a galeria desenvolve não apenas um trabalho comercial, de inserção de artistas em importantes coleções, como também mantém estreita relação com instituições e museus. Entre suas atividades, destaca-se a dedicação da galeria à produção de publicações voltadas à disseminação de grupos de vanguarda histórica, bem como artistas em meio de carreira. Em seu acervo também constam obras de artistas consagrados com Mira Schendel, Leonilson, Wlademir Dias-Pino, entre outros.

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10 mar 2020

Inauguração acontece neste sábado, 14/03, às 11h, e conta com abertura da exposição coletiva “Luzes da Memória” e lançamento da publicação “Encontros Fundamentais – IAC 20 anos”

Créditos: Divulgação/IAC/Romulo Fialdini

Na confluência das avenidas Dr. Arnaldo e Paulista, importante eixo cultural da cidade de São Paulo, em um prédio de quatro andares integralmente reformado, surge a nova sede do IAC, finalmente própria, depois de 20 anos atuando em espaços cedidos por parcerias de curta duração.

A instituição passa a contar com espaços especialmente desenhados e tecnicamente equipados para processar, tratar e proteger seus hoje 13 acervos, agora com capacidade para receber muitos outros. Atualmente o acervo conta com 42 mil documentos higienizados, organizados, catalogados e digitalizados dos artistas: Amilcar de Castro, Hermelindo Fiaminghi, Iole de Freitas, Lothar Charoux, Luiz Sacilotto, Sergio Camargo, Sérvulo Esmeraldo e Willys de Castro. Até 2021 receberão tratamento e serão disponibilizados os arquivos documentais de Antonio Dias, Carmela Gross, Ivan Serpa, Jorge Wilheim e Rubem Ludolf.

Se de um lado, com seu potente Núcleo de Documentação e Pesquisa, atende a estudiosos, de outro, o IAC oferece ao público exposições que revelam o processo de trabalho de grandes nomes da arte brasileira, além de cursos, palestras e workshops. Por meio do site ainda, pesquisadores de qualquer parte do mundo podem ter acesso ao seu banco de dados.

“Encontros Fundamentais – IAC 20 anos”, publicação conta história do IAC

O IAC – Instituto de Arte Contemporânea surgiu em 1997 para a preservação inicial de dois acervos confiados a Raquel Arnaud: Willys de Castro e Sergio Camargo. Foram 20 anos de credibilidade, incluindo o Prêmio APCA, em 2006, como melhor iniciativa cultural do ano. Antes desta sede própria, operou por meio de parcerias institucionais com a Universidade de São Paulo (2006-2011) e com o Centro Universitário Belas Artes de São Paulo (2011-2019).

Como resultado das pesquisas produzidas a partir do acervo do instituto, será lançado, no dia da inauguração do prédio, “Encontros Fundamentais – IAC 20 anos”, editado em parceria com a editora UBU, com projeto gráfico de Elaine Ramos.  Concebido e organizado pelo curador Jacopo Crivelli Visconti, o livro reúne textos inéditos dos críticos Alberto Salvadori, Aleca Le Blanc, Carla Zaccagnini e Michael Asbury, além de Raquel Arnaud, Marilúcia Bottallo e do próprio Crivelli Visconti.

“Luzes da Memória”, exposição inaugural

Com curadoria do crítico Ricardo Resende e de Marilúcia Bottallo, museóloga e diretora técnica do IAC, a exposição para comemorar a abertura da nova sede apresenta projetos inéditos de artistas que em 2019/2020 passaram a confiar seus arquivos ao Instituto de Arte Contemporânea – Carmela Gross, Antonio Dias, Ivan Serpa, Jorge Wilheim e Rubem Ludolf –, além de obras de dois artistas integrados anteriormente ao acervo, Iole de Freitas e Sérvulo Esmeraldo.

A mostra reúne projetos em várias linguagens, como a utópica proposta de reurbanização do Boulevard Augusta (1973), não realizado, proposto pelo arquiteto Jorge Wilheim, ou cartas reveladoras como a de Nise da Silveira no arquivo de Ivan Serpa, em que médica comenta sobre o trabalho do artista. Em nova obra escultórica, Pele: um corpo para memória (2019/2020), Iole de Freitas projeta o seu filme em super 8, Roteiro Cego (1972/2020), enquanto a máscara do senador Sam Ervin, responsável pelo Watergate, obra de Antonio Dias, pode ser experimentada pelo visitante.  Por sua vez, Carmela Gross, a segunda mulher a entrar para o IAC, pinta de dourado as escadarias do prédio, emanando luz dourada para dentro do novo espaço, e Rubem Ludolf um dos artistas fundamentais do construtivismo brasileiro, pouco visto em São Paulo, terá um projeto de pintura reproduzido na parede e algumas de suas serigrafias reunidas que expressam o seu pensamento gráfico e construtivo.   Sérvulo Esmeraldo completa a exposição com uma instalação de luz prismática nunca antes apresentada em São Paulo. Na obra feita de plástico translúcido, água e corda sobrepostos e suspensos, os reflexos produzidos transformam o subsolo do prédio em uma fonte de raios de luz e cor: prismas que preenchem as sombras do lugar.

Créditos: Sérvulo Esmeraldo, Projeto para Lentes, Caneta hidrocor sobre papel, 1968, Acervo Instituto de Arte Contemporânea – Fundo Sérvulo Esmeraldo

 

Visite!

IAC – Instituto de Arte Contemporânea
Inauguração:  14 de março de 2020, das 11h às 18h (aberto ao público em geral)
Endereço: Av. Dr. Arnaldo 126 – São Paulo
Funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 18h
Funcionamento do Núcleo de Documentação e Pesquisa: de terça a sexta, das 10h às 17h mediante agendamento

 

 

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05 mar 2020
Artista Lucia Laguna com seus quadros ao funo.

Créditos: Divulgação/Fortes D’Aloia & Gabriel. Eduardo Ortega.

A Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta a segunda individual da artista Lucia Laguna na Galeria, e sua primeira exposição após Vizinhança, mostra panorâmica dedicada à sua obra no MASP em 2018. Neste novo conjunto de pinturas, Lucia dá continuidade à divisão entre as séries de Jardins, Paisagens e Estúdios que norteia sua produção desde o início. Tal divisão aponta para a indissociabilidade que há entre o processo artístico de Laguna e o espaço de seu ateliê, situado na zona Norte do Rio de Janeiro. É a partir dele – e da observação de seu entorno, que vai de seu jardim até o Morro da Mangueira – que a artista compõe paisagens híbridas, mesclando arquitetura e vegetação, planos geométricos e elementos figurativos.
Paisagem n. 121 evidencia bem o método da artista. De início, Lucia permite que seus assistentes comecem o processo, delimitando linhas sobre a superfície da tela e inserindo desenhos e outros sinais gráficos. Quando a artista assume o comando da obra, dá-se início a desconstrução do que ali já estava, para que então se construam novos cenários por cima de sobreposições que acumulam dezenas de camadas até o resultado final.
Pintura de Lucia Laguna que retrata uma paisagem de forma não convencional

Paisagem nº 121, Lucia Laguna. Créditos: Divulgação/Fortes D’Aloia & Gabriel.

Um peculiar cruzamento entre abstração e figuração, em jogo em sua produção, torna-se evidente no díptico Paisagem n. 118. Ao passo em que a pintura à esquerda revela uma paisagem dissolvida, quase líquida – portanto, mais abstrata –, à direita vemos uma composição mais fincada na figuração, com a presença de elementos como pássaros e um semáforo de trânsito. Este convívio entre registros pictóricos de naturezas distintas também está em Paisagem n. 120 , obra em que a artista experimenta com o formato vertical, pouco usual em sua produção.

Paisagem nº 118, Lucia Laguna. Créditos: Divulgação/Fortes D’Aloia & Gabriel.

Já em Jardim n. 44, destaca-se uma outra característica da metodologia de Laguna: a tela, em formato quadrado, que é virada de ponta-cabeça diversas vezes durante sua feitura. Assim, a profusão de cores e figuras que desabrocham do centro da pintura pode assumir aparências ambíguas, ora evocando um buquê de flores, ora um galo, dependendo da direção em que é vista. Completa a exposição sua série Desenhos, em que Lucia cria composições sobre papel a partir dos pedaços remanescentes de fita crepe do início da produção das obras. Vestígios iniciais – e também póstumos – da engenhosa arquitetura de suas pinturas.
Quadro da artista Lucia Laguna que representa um jardim.

Jardim nº 44, Lucia Laguna. Créditos: Divulgação/Fortes D’Aloia & Gabriel.

A artista
Lucia Laguna nasceu em Campo dos Goytacazes (RJ) em 1941. Formou-se em Letras em 1971, passando a lecionar Língua Portuguesa. Em meados dos anos 1990, começou a frequentar cursos de Pintura e História da Arte na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, e realizou sua primeira individual em 1998. Ganhou em 2006 o Prêmio Marcantônio Vilaça do CNI SESI. Entre suas exposições individuais recentes, destacam-se: Vizinhança, MASP (São Paulo, 2018); e Enquanto bebo a água, a água me bebe, MAR (Rio de Janeiro, 2016). Suas principais coletivas incluem participações em: 30ª Bienal de São Paulo (2012), 32º Panorama da Arte Brasileira, MAM-SP (2011), Programa Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural (São Paulo, 2005–2006). Em abril deste ano, a artista estará na 12ª Bienal do Mercosul em Porto Alegre. Sua obra está presente em importantes coleções públicas, como MASP, MAM-SP, MAM-RJ, MAR, entre outras.
Visite!
Exposição individual de Lucia Laguna
Abertura: 05/03, às 18h
Até o dia 16 de maio
Fortes D’Aloia & Gabriel
 R. Fradique Coutinho, 1500, Vila Madalena, São Paulo, SP
Seg a Sex – 10 às 19h | Sáb – 10 às 18h
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